Imagina na copa

Inspire-se com as histórias que encontramos

Aqui você assiste toda semana a uma nova história de quem está transformando o país para melhor. São projetos e ações
de pessoas que fazem seu melhor onde estão e com o que têm para mudar o Brasil. Até a abertura da Copa do Mundo,
em 12 de junho de 2014, serão 75 documentários para inspirar você.
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História #3 – Projeto TETO

“A casa era só aquele quadrado de madeira?”

Ouvimos essa pergunta quando começamos a dividir a história da ONG TETO com pessoas que ainda não a conheciam. Numa primeira leitura pode parecer uma pergunta grosseira, mas não era. Veio num misto de encantamento com o trabalho da ONG e da surpresa de se deparar com uma realidade tão diferente da sua. Afinal, para um tanto de gente, uma casa de 12m2 ou 18m2 não é maior que uma sala, um quarto. Mas sim, todo aquele espaço de madeira é uma casa – e não tem nada de “só” nisso.

O TETO é uma organização sem fins lucrativos que busca acabar com a extrema pobreza. O trabalho começou em 1997, no Chile, e hoje já está em 19 países do Caribe e da América Latina. No Brasil, atua principalmente na construção de casas de emergência, promovendo o desenvolvimento comunitário através do trabalho conjunto entre famílias que vivem nas comunidades e de jovens voluntários.

Os voluntários são jovens, de 18 a 29 anos, em sua maioria universitários. De um modo geral, são pessoas que tiveram mais acesso a educação e a oportunidades, que se revezam entre a aula e o trabalho e também se divertem com os amigos, namoram, vão ao cinema. Em algum momento, porém, por incômodo, curiosidade, vocação ou insistência dos amigos, resolveram experimentar o trabalho no TETO. Em dois dias, o trabalho conjunto desses jovens proporciona um novo lar a uma família.

A maior parte das famílias beneficiadas vive em casas improvisadas. Madeira, papelão, pedaços de telha, cortinas e placas de metais combinam-se para dar forma a paredes e telhados. Piso? Muitas vezes é a própria terra. Cama de casal? Muitas vezes dormem quatro pessoas. Muitas vezes, circulam pelo pequeno espaço da casa não só adultos, crianças, mas também gatos, ratos, baratas. Já viu adulto com medo de chuva? Pois é.  Medo de a chuva levar a casa embora.

E é da mistura desses jovens com as famílias que recebem as casas que nasce a transformação. Porque, se as famílias têm motivos para sofrer, não são gente sofrida. É gente com energia, com vontade, com sorriso. Não ficam ali, olhando os voluntários com suspeita. Conversam, trabalham juntos, fazem perguntas, dividem histórias. E se os voluntários passam o fim de semana suando a camisa para construir a casa sem ao menos poder tomar banho, eles também se divertem muito. São várias danças, apelidos, brincadeiras. Não olham para aquela realidade com pena ou distanciamento. Sentam junto, tiram sarro, dividem o almoço, tomam refrigerante barato direto da garrafa.

O TETO promove o encontro de realidades e a partir desse encontro provoca transformações pessoais e sociais. Os voluntários afirmam que o trabalho nas comunidades mais beneficia a eles próprios do que as famílias. São inúmeras histórias de mudança de vida, valores e perspectivas. Para as famílias, a casa representa um novo começo e traz ânimo novo para superar outros desafios. Ao falar da nova casa, o tom é sempre de esperança.

Acompanhamos voluntários do TETO em diferentes etapas do processo. Da enquete – questionário que determina o nível de criticidade da moradia em que vive a família – à inauguração da casa do Seu Sérgio, do Wellington e da Vitória. Segunda-feira, um dia após a construção que acompanhamos, choveu o dia inteiro em São Paulo. Mas, diferente das outras segundas, o Seu Sérgio sabia que encontraria a casa de pé quando voltasse do trabalho.

info-tetoto

* Gostaríamos de agradecer imensamente a receptividade e amizade do grupo que construiu a casa do Seu Sérgio: Felipe Junior e Daniela Bresan (incansáveis líderes da construção), Gregory Borges (que juntou-se ao time no sábado de manhã e fez toda diferença), Jimmy Brogelli (afundou o prego mais difícil de todos com o apoio moral – gritaria – da galera), Ana Luiza Kato (apaixonada pelo trabalho pesado da logística), Ricardo Augusto (trabalhando pesado no calor e na lama com a mochila nas costas), Talita Do Carmo (pregando o telhado e superando o medo de altura), Adriano Shintaku (disfarçando a emoção na entrega da casa para a família), Beatriz Olival (escondida embaixo de tantas crianças) e Vitor Sampaio (primeira vez voluntário, trabalhando como um veterano).

A sintonia desse grupo foi impressionante. Por serem tão alegres, tão parceiros e por até nos deixarem ajudar a construir um pouquinho, muito obrigado!

Comunidade no Bairro Cata Preta, Santo André – SP.

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