Imagina na copa

Inspire-se com as histórias que encontramos

Aqui você assiste toda semana a uma nova história de quem está transformando o país para melhor. São projetos e ações
de pessoas que fazem seu melhor onde estão e com o que têm para mudar o Brasil. Até a abertura da Copa do Mundo,
em 12 de junho de 2014, serão 75 documentários para inspirar você.
Se quiser indicar um projeto para a gente, fique à vontade! Se quiser colaborar para o próximo, faça uma doação.

História #75 – Imagina na Copa

 

O dia 12 de junho chegou.

Parecia que o Natal ia chegar antes, mas ele veio. Veio de mansinho, como a data do casamento ou do nascimento de um filho. Veio devagar, como um dia que você antecipa com tanta expectativa que, parece, quanto mais o tempo passa, mais longe ele fica. Mas veio também como um dia qualquer. Com a diferença de que São Paulo foi acordada por um sol estranhamente forte para esta época do ano e um céu estranhamente azul para quase qualquer dia nesta cidade. Dia 12 chegou e, pasmem, era um dia azul. Ao menos em São Paulo.

É claro que não dá pra começar a escrever o que se espera que se escreva numa carta que se propõe a ser sobre um fim. Então, a gente vai enrolando, vai falando do tempo pra ver se distrai o leitor da conversa e faz com que o assunto se resolva por si só. Acabou, ninguém falou uma palavra sobre isso, mas todo mundo entendeu e, mais importante, todos foram felizes para sempre. Simples assim.

A verdade é que não é só difícil falar do fim do Imagina na Copa. É impossível. Não que faltem palavras. Ao contrário, elas sobram. Mas dizer que o Imagina terminou, acabou, c’est fini seria não só uma maluquice, mas uma tremenda injustiça. Já faz algum tempo, a gente percebeu que este movimento não era nosso. Chegamos ao dia 12 de junho de 2014 e, pelas nossas contas, estamos em um relacionamento aberto com pelo menos 35 mil pessoas no Facebook, em relacionamento sério com 150 pessoas cujas histórias documentamos pelo país, casados com 80 jovens capitães espalhados pelo Brasil. Pensando por este lado, o Imagina na Copa chegar ao fim da sua jornada no dia dos namorados é quase uma ironia do destino. A gente deveria ter desconfiado de que esta seria uma história, antes de tudo, de amor. E uma história de amor com tantos personagens é impossível de se terminar, porque – percebam só –  ela já não depende de quem está em cena. Ela é maior. Ela já é. E ponto.

É por isso que chegamos aqui com o coração em paz. E o sentimento, de verdade, é de que cumprimos a nossa missão. Nós nascemos com o propósito de sermos um início. Decisão difícil essa de começar uma empreitada com data pra acabar. Mas cruzamos a linha de chegada com a sensação de que cumprimos nosso papel. O Imagina na Copa foi o início de muita coisa. O Imagina na Copa foi o início de muita gente. Foi o início de cada um de nós, individualmente. A gente não poderia estar mais grato por isso, porque fizemos coletivamente o mais difícil: nós nos colocamos em movimento. A recompensa diária é olhar para nós mesmos e perceber que já não estamos mais no mesmo lugar, enquanto pessoas, enquanto projeto, enquanto juventude, enquanto país.  Quanta coisa se movimentou nesses últimos dois anos! Se as coisas estão assim agora, imagina… 😉

Para nós, este é justamente o momento de imaginar o futuro. Vamos nos permitir tempo para digerir o que foi esta jornada e como ela seguirá de agora em diante. Vamos ter clareza sobre o que vivemos e sobre o que queremos ainda viver. Sobre como seguir conciliando nossos sonhos individuais e coletivos dentro deste propósito maior de transformar o mundo e a nós mesmos sempre para melhor. O tempo, justamente este recurso tão escasso, chegou para nós. E vamos ser generosos com ele. De todos os presentes, este é o mais valioso. Estamos gratos!

Esta carta de amor é o espaço que encontramos para abrir nossos corações, porque, como vocês veem, tem muita coisa e muita gente dentro dele. A todos os que fizeram parte desta história, o maior obrigado do mundo. A gente não sabe agradecer o tanto que recebemos de carinho, de carona, de apoio, de doação, de recadinho, de puxão de orelha, de energia positiva, de “deixa comigo”, de “vou buscar vocês no aeroporto”, de “fica lá em casa”, “vocês ficaram muito pouco”, de “volta sempre”. A verdade é que a gente ainda não foi embora de um monte de lugares pelos quais a gente passou. Se vocês olharem bem, vão encontrar pedacinhos da gente espalhado por aí. Que bom que é assim!

Melhor ainda é saber que este movimento continua, que ele já não é nosso, que ele é de quem olha ao redor e acredita que pode fazer alguma coisa – qualquer coisa – para mudar o mundo para melhor. Apropriem-se! Aproveitem! Imaginem! E botem pra fazer!

Com amor,

Fê, Mari, Mari e Ti

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