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em 12 de junho de 2014, serão 75 documentários para inspirar você.
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História #50 – Luíses

Com influências do tropicalismo e surrealismo, roteiro explora os elementos regionais e propõe a criação de um movimento cultural genuinamente maranhense.

O Sol é um elemento chave da narrativa que retrata o cotidiano de São Luís.

Longa-metragem rodado no Maranhão e produzido pelo grupo Éguas Coletivo Audiovisual, o filme “Luíses – Solrealismo Maranhense” é uma mistura de ficção e documentário que retrata a vida do ludovicense sob uma ótica bastante crítica da sociedade. O diretor Lucian Rosa utiliza o mito da serpente que cresce adormecida nos subterrâneos da cidade e faz uma analogia com a mobilização popular. Neste contexto, o filme mostra a história dos vários Luíses que compõem a cidade, em especial a de Luís Calado, que no dia em que a serpente acorda, tenta se fazer ouvir.

A história ficcional é entrecortada por vários depoimentos, em que jornalista, advogado, funcionários de hospitais, pacientes e moradores de rua denunciam a corrupção no poder público e o descaso com a cidade. O real e o imaginário caminham juntos nessa história que dá início ao Solrealismo. “Inspirados no filme MA 66 do Glauber Rocha, nós tentamos trazer, com pitadas de elementos do surrealismo e do tropicalismo, além de elementos regionais (por isso o nome Solrealismo), a expressão de um anseio por mudança que cresce não só em nós, integrantes do coletivo, mas em toda a sociedade. Tentamos usar tudo isto para mostrar a possibilidade de mudança que a mobilização e a arte trazem, por isso propomos um novo movimento cultural”, afirma Keyciane Martins, a produtora.

Integrantes do Éguas Coletivo Audiovisual reunidos no bar Chico Discos.

Este é o primeiro filme oficial produzido pelo grupo. A ideia de fazer o filme surgiu logo depois da formação do Éguas Coletivo Audiovisual, há pouco mais de um ano. O grupo, bastante heterogêneo, é formado por integrantes de várias naturalidades, todos com raízes fincadas em São Luís e envolvidos em atividades. Keyciane conta que a equipe se uniu logo após participarem de uma atividade das oficinas do Festival Guarnicê de Cinema do ano passado. “Depois do Guarnicê, resolvemos montar um grupo para não perdermos contato e nos encontrávamos toda terça-feira no Chico Discos, no centro. Pensamos inicialmente em fazer um cineclube, mas aí a ideia de produzir foi ganhando forma e acabamos criando juntos o roteiro do Luíses”, explica.

Com um orçamento limitadíssimo de apenas R$1200, dinheiro arrecadado em pedágios e na Festa Solrealística (realizada durante o período de gravações), artistas, músicos e atores da cidade se empenharam voluntariamente em um esforço colaborativo para garantir um trabalho profissional na produção do filme. Destacam-se as atuações de artistas maranhenses como Raphael Brito e Lauande Aires, e a trilha sonora com composições de Criolina, Zeca Baleiro, Celso Borges, Marcos Belfort, Carlos Silva Jr. e Ricardo Wayland.

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