Imagina na copa

Inspire-se com as histórias que encontramos

Aqui você assiste toda semana a uma nova história de quem está transformando o país para melhor. São projetos e ações
de pessoas que fazem seu melhor onde estão e com o que têm para mudar o Brasil. Até a abertura da Copa do Mundo,
em 12 de junho de 2014, serão 75 documentários para inspirar você.
Se quiser indicar um projeto para a gente, fique à vontade! Se quiser colaborar para o próximo, faça uma doação.

História #5 – Banco Sampaio e Agência Solano Trindade

 

A História do Thiago Vinicius:

Thiago Vinicius

Quando o Imagina na Copa ainda era só uma ideia na cabeça de quatro pessoas, em nossas conversas, a gente sempre citava os nomes dos jovens que nos inspiravam e que nos faziam acreditar que a gente estava realmente diante de uma geração capaz de mudar o jogo pro país. O nome dele estava lá. Invariavelmente.

Thiago Vinicius é isso que se vê. 20 e poucos anos, boné na cabeça, sorriso no rosto. No primeiro contato, já pergunta se você conhece o Sarau do Binho, da Cooperifa, fala da banda Veja Luz, da música do Z’África Brasil, recomenda que você leia do livro do Luan Luando e te chama pra comer uma feijoada no Fundão. Foi numa dessa que ele entrou nas nossas vidas e não saiu mais.

Se existe uma palavra que defina a figura do Thiago Vinicius, é “articulação”. Ele é um cara que conversa com todo mundo, conhece todo mundo e não conhece barreiras quando o assunto é a vida na periferia de São Paulo. É um grande entusiasta da “quebrada”. Diz, pra quem quiser ouvir, que ali existem ainda as coisas que o centro perdeu: o respeito ao próximo, o amor ao próximo, o senso de coletividade. E, se você topar estar com ele qualquer dia desses, você vai ver que é a mais pura verdade.

Em todas as vezes em que estivemos com o Thiago, ele nunca estava sozinho. Estava acompanhado do Rafa [que também trabalha no Banco Sampaio e na Agência Solano Trindade] ou do Nando [da banda Veja Luz], amigos e parceiros nessa “militância do bem”, que busca quebrar a dicotomia centro-periferia, batalhando pela inclusão financeira e social da “quebrada” e trazendo à tona a qualidade das relações e da cultura ali produzida.

Para ler a entrevista que fizemos com ele, aperte o play e ouça a música Restaurando o Viver, da banda Veja Luz, que ele escolheu para encabeçar o set-list.

Quando alguém visita a sua cidade, o que você diz pra pessoa que ela não pode deixar de ver?
O Sarau do Binho, Cultura Periférica, tem que comer uma feijoada na Fundão, colar numa programação nossa no Auditório do Ibirapuera, no Studio SP. Conhecer a cidade do avesso.

Uma frase que você gosta de citar.
“Nós é ponte e atravessa qualquer rio”, do Marcos Pezão.

Uma habilidade que poucas pessoas sabem que você tem.
Eu acho que eu cozinho bem, pra minha família, pras pessoas que eu gosto. Por conta do meu trampo de articulação e de estar sempre pra cima e pra baixo, dá a impressão de que eu sou desleixado, que eu como sempre correndo. Mas eu cozinho bem, aprendi com a minha mãe.

Qual foi o crédito mais marcante que você concedeu no Banco Sampaio?
O livro do Luan Luando, o Manda Busca, foi um empréstimo que a gente fez em reais e foi a primeira vez que a gente viu que a cultura tinha uma economia e que a gente podia sobreviver dela, comer arroz e feijão com ela.

A Dona Maria “do Tempero” também marcou muito, ela vende tempero pra sustentar três filhos, pediu dinheiro pra reformar a barraca dela. R$ 1000 reais. Ela trabalhou trabalhou todos os dias pra pagar o empréstimo. Depois que pagou, pegou mais.

A Agência Solano Trindade vai ter cumprido seu objetivo, quando…
Quando não houver distinção entre Belas Artes e Cultura Periférica. No orçamento da Secretaria da Cultura, R$ 15 milhões são destinados só ao Teatro Municipal. E os teatros do Campo Limpo? Da periferia? De São Paulo e do Brasil todo? O objetivo vai ter sido cumprido quando as pessoas virem que tudo é cultura.

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