Imagina na copa

Inspire-se com as histórias que encontramos

Aqui você assiste toda semana a uma nova história de quem está transformando o país para melhor. São projetos e ações
de pessoas que fazem seu melhor onde estão e com o que têm para mudar o Brasil. Até a abertura da Copa do Mundo,
em 12 de junho de 2014, serão 75 documentários para inspirar você.
Se quiser indicar um projeto para a gente, fique à vontade! Se quiser colaborar para o próximo, faça uma doação.

História #13 – Lixarte

O grafite é uma das paixões pessoais de nós quatro do Imagina. Ta lá o nosso primeiro vídeo que não nos deixa mentir, olha só o cenário escolhido! [Se tiver curiosidade e quiser dar um pulinho lá, o nome é Beco do Batman, fica na Vila Madalena, zona Oeste de São Paulo]

Desde que recebemos a indicação do projeto Lixarte, ficamos loucos pra viajar para Curitiba e conhecê-lo mais de perto. O dia estava lindo e passar um domingo de sol na praça, vivenciando um artista expressar suas habilidades, conhecendo a feirinha do Largo da Ordem, fazia a gente pensar em “como é que a gente tem coragem de chamar isto de trabalho?”!

O Lixarte é um projeto de intervenção urbana criado para amenizar o problema da falta de lixeiras em Curitiba. Ele surgiu num dia em que o Gustavo estava no Museu do Olho e percebeu que uma galera que estava nos arredores bebendo uma cerveja acabava jogando as latinhas na rua porque não havia lixeiras por perto.

Foi aí que teve a sacada de usar sua arte para fazer lixeiras esteticamente atrativas e colocá-las nestes locais em que existe muita gente consumindo, mas poucas lixeiras para jogar o lixo fora. Através de um amigo, ele conseguiu três latões de óleo em um ferro velho, conseguiu um martelinho de ouro para abrir a parte superior dos latões e um lava-rápido que os deixou com cara de novos!

Hoje já são três latões prontos. O primeiro deles está no MON, a arte é um palhaço comedor de políticos. O segundo, com arte de um Gari, foi colocado em uma região cheia de bares. Um dos bares recolhe a lixeira toda noite e coloca na rua novamente pela manhã. O terceiro, com arte de um catador de latinhas vestido com uma máscara de caveira mexicana, foi pintado e deixado na Praça das Ruínas, enquanto nossa equipe estava em Curitiba para acompanhar o trabalho.

Através do grafite, o projeto busca chamar atenção para o problema do lixo em espaços públicos, além de discutir questões sociais como a invisibilidade dos garis e catadores de latinhas, arte urbana, política e por aí vai…

Agora um pequeno break para o intervalo comercial… Brincadeira!

A gente queria muito que este post marcasse uma evolução na maneira como publicamos nossos conteúdos, fazendo dele uma grande biblioteca sobre grafite, além de um repositório de opiniões e citações dos artistas de rua sobre o assunto. Mas nossa agenda está maluca e a gente conseguiu realizar somente parte deste sonho. Chamamos um amigão nosso para falar um pouquinho do que  grafite significa pra ele. Ele é aqui de Sampa, então são reflexões e dicas sobre o cenário paulista. Olha só o que ele nos escreveu e as dicas que deixou:

Olhar de dentro.

Tenho acompanhado as manifestações artísticas no espaço urbano da cidade de São Paulo, e vejo a diversidade estampada nas paredes. As letras trançadas, quase como códigos secretos, mas que tira do anonimato aquele que ser conhecido e reconhecido e por isso transgride, movido pela vontade de conhecer e se reconhecer nela, pela arte do graffiti. Murais gigantes, com personagens coloridos, encantam quem passa e repassa na rotina frenética do dia a dia, às vezes causando estranheza na beleza simbiótica. 

Como educador, empreendedor e sonhador, vejo meninos(as) esquecidos, desconhecidos pela sociedade, utilizarem o graffiti para colorir os seus caminhos, transformando cenários, gerando elementos significantes que sustenta a sua vida e sua relação com a cidade, reconstruindo vínculos rompidos. O graffiti realmente tem transformado as pessoas e a cidade, colorindo o cinza que nela habita pelos sprays lançados pelos artistas urbanos, todo dia, em todos os bairros da cidade. Assim, eu te reconheço artista não marginal, grafiteiro(a) genial nos seus traços, nas suas cores, nos seus personagens e nas suas tags. Exista na cidade que reflete em mim o belo, o ético e o estético da sua arte.

Roberto Madalena

O Roberto ainda deixa uma dica incrível para quem quer começar a se aventurar no grafite: “O Projeto Quixote tem oficinas gratuitas de graffiti, e alguns talentos são aproveitados para se profissionalizarem, tipo trabalhar no que gosta. Temos a Agência Quixote Spray Arte, que funciona como um Negócio Social.”

Vejam também alguns artistas que o Roberto nos recomenda: Lucio, Binho, Tinho, Enivo, Jerry Batista, Wolpy, Graphis, Anjo, RokoAlexandre Puga, Nick, Shock, Otta.

E dicas de leitura:O que é graffiti e Por Trás dos Muros: Horizontes Sociais do Graffiti.

Esta semana, além de ser a semana em que se comemora o dia do grafite (dia 27/03), as cidades brasileiras estão ganhando um presentão: uma ferramenta que ajuda a unir pessoas que gostariam de pintar com espaços disponíveis para serem pintados (o que a galera chama de doação de muro para o grafite), se liga que incrível: Color+City.

E pra fechar, fica a dica de algumas galerias on line de grafite : Google Art Project, I love graffiti, FTA Graffiti Art Gallery, Graffiti Gallery, Graffiti.Org, OMEN,

Todos vocês estão convidados a nos dar dicas e referências de como podemos deixar mais informações aqui neste post!

E se você está afim de começar, pode tentar fazer a sua própria lixeira:

lixarte-gustas

Galeria de fotos Lixarte:

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